A compra de um imóvel, para uso próprio ou investimento, costuma ser um grande passo, em razão do expressivo capital envolvido. Trabalhando na área de construção e reforma há 26 anos, a equipe da Sopper Engenharia percebeu que a fase do financiamento é a que gera mais dúvidas. Para auxiliar nesse momento tão importante, foi elaborado o roteiro a seguir, que orienta sobre os principais pontos do processo.

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29/07/2015 11h41 - Por Casa Fácil Online

07 PASSOS PARA QUEM VAI FINANCIAR UM IMÓVEL

07 PASSOS PARA QUEM VAI FINANCIAR UM IMÓVEL

Roteiro para Aquisição de Financiamento

1º passo: escolha da instituição financeira

Parece uma ideia absurda, considerando que o banco só é envolvido depois que o imóvel foi escolhido. Mas não é!

Caso você não disponha de toda a quantia para comprar seu imóvel, precisará buscar um empréstimo junto a uma instituição financeira. Muitas são as opções no mercado, todas ávidas por tê-lo como cliente! Antes de qualquer coisa, é fundamental pesquisar as ofertas disponíveis, as diferenças entre as taxas de juros praticadas, o percentual de financiamento concedido, assim como as exigências e burocracias envolvidas. É muito importante identificar qual banco se ajusta melhor ao seu perfil, pois será um relacionamento para 10, 15, 20 ou até 30 anos!

Logo em seguida, você deverá procurar o gerente da agência escolhida e apresentar seus documentos pessoais e de comprovação de renda, informando qual quantia pretende financiar. Essa providência permitirá ao banco agilizar a análise de crédito. Com o exame cadastral, de perfil e capacidade de pagamento antecipados, geralmente se ganham de 30 a 40 dias no processo! Além disso, fica mais fácil negociar com o vendedor na hora de informar que o pagamento será feito por meio de financiamento.

2º passo: escolha do imóvel

Agora sim. Com a primeira parte da documentação em andamento, é hora de escolher o imóvel. Primeira recomendação: pé no chão e controle total da ansiedade e das expectativas!

Faça uma seleção considerando a região de sua preferência, o tamanho, número de cômodos e o valor pretendido. Para isso, poderá contar com os classificados do jornal, a internet e os corretores de sua confiança. Lembre-se sempre: não se empolgue com a primeira visita; o investimento é alto e merece uma decisão acertada. Conter o entusiasmo diante dos vendedores também ajuda nas negociações.

3º passo: efetivação do compromisso de venda e compra e análise da documentação do imóvel

Se você pensava que depois de ter feito a escolha do imóvel estava tudo pronto, enganou-se... Agora recomeça a parte burocrática. Neste momento é bom contar com a ajuda de um especialista. Recomenda-se que um advogado analise todos os documentos, desde os referentes ao imóvel, ao processo de financiamento até os documentos dos vendedores.

Segundo a OAB, “o estudo da documentação imobiliária, que precede a aquisição do bem, tem dois objetivos principais: verificar e minimizar o grau de risco da aquisição e demonstrar, se for necessário, a boa-fé do adquirente”.

E destaca ainda: “É possível negociar um valor fechado com o profissional e o custo da avaliação ficar em torno de um salário mínimo. É um dispêndio que deve ser encarado como investimento, pois muitos problemas podem ser evitados nesta fase. O objetivo nunca será inviabilizar negócios, mas sim orientar quanto às correções e precauções necessárias”.

O profissional contratado também poderá elaborar o compromisso de venda e compra, que é o instrumento legal que oficializa a negociação do imóvel, sendo destacada neste instrumento uma cláusula específica para a documentação.

4º passo: análise dos vendedores

Neste momento é avaliada a situação dos vendedores. É muito importante verificar se há restrições que possam recair sobre o bem. Além disso, ao analisar a documentação o comprador pode antecipar correções e esclarecimentos, novamente agilizando o processo de financiamento.

Invariavelmente, a instituição financeira que cederá o crédito analisará toda a documentação apresentada. Porém, recomenda-se que o comprador tenha conhecimento de tudo, pois ele será o pleno proprietário do imóvel futuramente.

5º passo: análise detalhada do contrato de financiamento

Nesta fase é hora de decidir sobre os detalhes do financiamento: o sistema de amortização e garantia, a forma de reajuste, se será ou não utilizado o FGTS. Deve-se tomar conhecimento de todas as tarifas cobradas pelo banco e negociar quando possível.

Uma dica é optar pelo débito em conta corrente. Apesar do inconveniente de ter de abrir uma conta no banco que oferece o financiamento, o desconto pode chegar a 1% referente à taxa de juros (ao ano) sobre o saldo devedor. 
Cuidado: conforme o Código de Defesa do Consumidor, artigo 39, inciso I, é vedada a qualquer estabelecimento comercial a prática da “venda casada”. As empresas que recorrem a essa prática estão sujeitas a sanções administrativas que vão desde multa até a cassação da licença. Infelizmente, alguns bancos condicionam o financiamento à compra de um seguro de vida ou cartão de crédito, por exemplo.

6º passo: projeto de reforma do imóvel, contratação de equipes e execução da obra

Nesta fase, presume-se que tudo deu certo: a escolha do banco e do imóvel, o fechamento do negócio com o compromisso de venda e compra, a análise de todos os documentos e a obtenção do crédito.

Talvez seja a hora de descansar, passar uns dias na praia ou na montanha, recarregando as energias e se preparando para a etapa final: a adequação do imóvel ao seu perfil e necessidades.

Em nossa opinião, um erro gravíssimo, e infelizmente muito comum, é iniciar a obra sem uma planilha orçamentária detalhada e sem o cronograma executivo.

O projeto arquitetônico possibilita uma eficiente utilização do imóvel adquirido e contribui para a valorização desse imóvel. Além disso, junto ao projeto executivo é disponibilizado o memorial descritivo, relatório que possibilita realizar um orçamento detalhado e preciso, bem como planejar o prazo de execução.

 

7º passo: mude-se, comemore e seja feliz! Você lutou muito para chegar até aqui!

 

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1 Comentários
Gerson Avila - 18/03/2015
Como financiar quando não tem fundo de garantia e apenas salário ?